Naquele tempo…

padaria

(foto de BlueShell)

Sim, esta janela pertence à casa que se vê no “post” anterior.

Foi outrora uma padaria. Durante anos e anos ali se fez e se vendeu pão. Durante a guerra muitos eram os que iam “buscar fiado”, contava uma tia minha. Nunca o pão foi recusado a ninguém. Eram pessoas simples, todas elas, honestas e trabalhadoras…mas “naquele tempo” a miséria era muita.

Hoje a “padaria” ali está. Vai acompanhando o passar do Tempo. Foi preciso derrubar a chaminé, que ameaçava cair em cima do edifício. Mas a “padaria”, qual mulher marcada pelas rugas e pelo cansaço lembra, com a sua presença, tempos difíceis que apenas os mais velhos recordam ainda.

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27 Responses to Naquele tempo…

  1.      ω     Pois aqui está uma prova irrefutável de como “o antigo” preserva valores e histórias para mais tarde nos recordarmos     ω     de que em tempos, outras pessoas pisaram este chão em busca de migalhas de alimentos.     ω     Tempos difíceis, pois….!!!!     ω

         ∇ Beijocas e inté ∇

  2. Na terra que viu nascer os meus pais, e até os meus irmãos, também existe assim um local de venda de pão. Infelizmente vão desaparecendo, sem deixar rastos.

    Até breve.

  3. Musician says:

    A vida é um ciclo…e tudo é saudade. Devemos dar sempre valor a tudo.
    Beijo*

  4. AS says:

    Pedaços de história que apenas serão guardados na alma!… o tempo, sempre enexorável, nunca de detém…

    Um beijinho grande

  5. rsd says:

    há tantas histórias daquele tempo, daquele da miséria.
    é quase incompreensível como tais histórias são sempre tão ricas

  6. Querida Blue Shell
    Passing by…
    Um beijo
    Daniel

  7. wind says:

    Há sempre algo que fica nas recordações e ainda bem:) beijos

  8. UnaRagazza says:

    Histórias do nosso velho e bondoso portugal… Que é feito desse país?
    Beijinhos Blue*

  9. Anonymous says:

    Sobreveio-me à ideia, Maluda, a pimtora que amava as janelas de Portugal…e que belo e triste país este, onde a memoria passa sempre para segundo plano…
    Valeria, do blog
    http://www.fadista-valeria-mendez.weblog.com.pt

  10. R says:

    Desculpa a minha ausencia mas tive a aproveitar todos os minutos para estar com a minha famila junta já que é tão raro:)
    beijinhos e boa semana

  11. rajodoas says:

    Infelizmente o sentimento de entre-ajuda que existia no tempos dos nossos avós
    nas aldeias, já desapareceu. Até aí já
    se pratica hoje, a lei do salve-se quem puder.
    Com um beijinho do Raul

  12. mfc says:

    Quando nada mais resta, o esqueleto ainda a mantém de pé.
    Tal como as árvores carcomidas se aguentam de pé até que uma rajada de vento mais forte as derrube.
    É assim a lei da vida.

  13. Esta história toca-me, pois o meu avó tinha uma padaria e por fiado vender teve que a vender!?
    Bjx

  14. Cakau says:

    Ficam as memórias.
    Um beijinho doce *

  15. Andas muito saudosista…
    Estive a ler o que escreveste enquanto estive de férias (gostei do poema “Preciso-te”).
    Beijinhos

  16. augustoM says:

    Shell, as ruinas são alma que nos lembram a existência perdida.
    Um beijo. Augusto

  17. Angela says:

    Este teu texto e imagem fez-me lembrar uma padaria lá em Foz Côa, que está nestas mesmas condições. E lembrei-me do cheirinho a pão quente, quando por lá passava. Uma delícia!

  18. Gabriel says:

    Lindo pensar que se você não colasse as fotos e a história, eu jamais saberia que ai tem um lugarzinho com uma história tão bonita. E tudo isso graças à internet! Como diria o outro: “o que é a natureza!”
    Beijinhos

  19. A Cor do Mar says:

    Amo estas fotos com historias antigas… têm todas um pedaço de nós… Beijinho*

  20. Micas says:

    As pedras são sempre memórias de um povo. Bjnhos

  21. Quando as coisas acabam, ficamos com a sua memoria. Essa não acaba!

  22. concha says:

    (Re)visitar o passado.
    Nostalgia boa!

  23. nina says:

    pedaços de historia…
    beijos

  24. Vera Cymbron says:

    Está tanta coisa assim a desmoronar-se à minha volta…
    Tento não olhar para viver um pouco melhor com o passado.
    Jinhos

  25. castor says:

    O tempo é implacável e de uma forma ou outra, acaba por atingir tudo o que existe. Resta-nos as doces lembranças do passado e as memórias dos que contam as histórias de um tempo que jamais voltará. ChUAC!

  26. António says:

    E como tudo, um dia a casa virá abaixo!
    Jinhos

  27. Aluena says:

    Olá amiga,
    Estás no meu BLOG nos 5+ do BlogDay2005.
    http://bica.blogs.sapo.pt
    Beijinhos e saudades.

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